A nossa História

Como banco mais antigo do país, tivemos o privilégio de assistir a alguns dos maiores feitos dos portugueses. Melhor: de ser parte de muitos deles.

O caminho que já fizemos reflete quem somos hoje.

    Em mais de 170 anos, passámos por monarquias e repúblicas. Revoluções tecnológicas e filosóficas. Períodos de guerra, de crise e de prosperidade.

    Assistimos à chegada da televisão, das cassetes, dos Mini Discs, dos DVDs, dos Blu-rays, do MP3, da Intranet, das redes sociais… e até ao regresso dos discos de vinil. Vimos tendências que saíram de moda e que voltaram, uma e outra vez.

    Mas por muitos anos que passem, há coisas que não mudam. Continuamos ao serviço das pessoas e das comunidades, cá e além-fronteiras, para voarmos ainda mais alto.
    Para continuarmos a crescer com os portugueses e com Portugal.

    Fique a saber alguns dos marcos mais importantes da nossa história.

    Fundação

    Foi no dia 24 de março de 1844 que a Caixa Económica de Lisboa – como entidade anexa ao Montepio Geral – Associação Mutualista – abriu as suas portas. O evento tornou-se público através de notícia publicada no jornal O Grátis nas edições de 18 e 22 de março:

    «A Direcção do Montepio Geral, autorizada por Carta Régia de 4 de Janeiro de 1844, anuncia que vai instalar a Caixa Económica na Casa da Sociedade, na Rua da Oliveira ao Carmo, n.º 65. Na mesma Caixa serão recebidos, em todos os domingos, das 10 horas da manhã, até à 1 hora da tarde, a começar em 24 do corrente, todas as quantias que nela queiram depositar-se, sendo 100 réis, a menor que se recebe. Todas as quantias depositadas, desde 1$000 réis e excedentes, vencem juro anual de 3 por cento e são restituídas, no todo ou em parte, com juros vencidos, quando reclamados pelos depositantes».

    No seu primeiro dia de atividade, a Caixa Económica recebeu 38 depositantes que deixaram nos seus cofres a quantia de 65$800 réis. No fim deste primeiro ano, tinha em sua posse 2 921$000 réis, correspondentes a 276 depósitos.
    Em 1845, a Caixa Económica de Lisboa instala-se na Rua Áurea, passando a possuir uma casa forte, continuando a receber depósitos apenas ao domingo, dia de descanso semanal. No ano de 1857, começa a funcionar aos dias de semana no horário de funcionamento do Montepio Geral.

    Início da expansão geográfica

    Uma das razões para o fortalecimento da então chamada Caixa Económica de Lisboa foi o seu alargamento para fora de Lisboa e Porto no período revolucionário. A partir dos anos 30, os bancos Portugueses alargaram a sua esfera de influência para além das principais praças financeiras, abrindo sucursais longe da casa-mãe. Em 1931 abriu a primeira filial no Porto que ganhou importância no final dos anos 30 e rapidamente ganhou emancipação em relação à casa-mãe.

    A ideia de abrir balcões nas diferentes capitais de distrito foi aprovada em 1943, mais tarde do que a maioria dos outros bancos, no entanto o projeto levou anos a concretizar-se devido à dificuldade em obter a autorização do Governo.
    A primeira autorização conseguida foi relativa à cidade de Évora e o balcão foi inaugurado em 1946 com competências para realizar operações de depósito, transferências e empréstimos hipotecários.
    Três anos mais tarde, é inaugurado o Balcão de Faro e em 1953 o de Coimbra.

    Consolidação e Crescimento

    Os anos que se seguiram foram anos de crescimento e no final de 1990 eram já 38 os balcões que recebiam os clientes da Caixa Económica, cobrindo os principais centros do Continente e da Região Autónoma da Madeira.

    O ano de 1984 ficou marcado pelo lançamento da primeira rede de caixas automáticas de transferência de fundos (ATM) sob a designação de «Chave 24», que em 1990 contava com 58 unidades ATM, igualmente espalhadas por todo o país.
    Ao longo da sua história foram três as aquisições realizadas por esta instituição bancária: em 1970 dá-se a aquisição da Caixa Económica Madeirense, em 1995 da Caixa Económica Açoreana e mais recentemente, em 2010, a aquisição de empresas do grupo Finibanco, incluindo crédito especializado e gestão de fundos de investimento imobiliário.
    Atualmente, o Banco Montepio – designação comercial adotada em 2019 – tem a sua sede na Rua Castilho n.º 5, em Lisboa e conta com uma rede de 330 balcões em território nacional e 5 escritórios de representação no Canadá, nos Estados Unidos da América, em França, na Alemanha e na Suíça, nas cidades de Toronto, Newark, Paris, Frankfurt e Genebra, respetivamente.

    Denominação

    Fundada em 1844 como Caixa Económica de Lisboa, em 1989 altera a sua denominação para Caixa Económica Montepio Geral. O ano de 2017 fica marcado pela transformação em Sociedade Anónima – de acordo com o Decreto-Lei n.º 190/2015 – passando o seu capital social a ser representado por ações. Em 2019, altera a sua designação comercial para Banco Montepio.

    Hoje como ontem, continuaremos a olhar para o futuro. Porque há muito mais história por fazer. Obrigada a todos aqueles que fizeram e fazem parte do Banco Montepio.

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